terça-feira, setembro 05, 2006

Um suponha-mos, não é?

"Hoje eu venho aqui falar de uma coisa que me anda a atormentar..." tralálálálálálá, tralálálálálálá...e por aí afora...(reparem que os trálálás estão com o número certo de sílabas métricas...ou não...vá, não se ponham a contar!)

Neste dia que ora termina, decidi eu dirigir-me à praia onde vou desde que nasci...Devo confessar que me sabe bem chegar lá, estender a toalha, dar um mergulho, voltar a estender, desta vez não a toalha (essa já está...ver a linha de cima) mas o meu próprio corpo, e adormecer que nem um herói ali por volta da hora do ah e tal...só assim...meia-horinha à Benfica, como se diz nos romances que eu cá sei.

Bom, adiante.

Estava eu quase preparado para passar da fase do soninho pituxo para a fase do ronco à antiga, quando desperto para uma conversa que tinha lugar nas toalhas de cima...E que dizia aquela criatura de Deus? Preparem-se:

Pois então sugeria o promissor jovem, aí na casa dos 30, que havia uma posição adequada para minorar o risco de sermos afectados, caso houvesse uma explosão nuclear! Esperem...só isto já era um disparate...mas não um digno de entrar no QnM, co'a breca!
Discorria ele...É verdade...se uma bomba nuclear explodisse...vá (supôs), em Lisboa, estando nós aqui (desenganem-se..não estava em Oslo...estava na linha de Cascais) a posição mais segura seria deitado, de cabeça virada para o sítio da explosão e com as mãos debaixo do tronco. Essa era a posição aerodinamicamente mais correcta para minorar os riscos de ser afectado pela explosão e seus efeitos posteriores.

Ora, tendo em conta que ele estava a falar a sério e que os outros não o conseguiram demover da sua ideia...só tenho uma pergunta a fazer:

O QUE É ISTO?!

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O Portugal português? Não o digo de ânimo leve e sim com tristeza. A convicção com que alguns falam do que desconhecem é assustadora mas, nos dias que correm, prática comum. Agora falar de algo que é completamente descabido e não haver vivalma que interceda para repor juízo na cabeça do orador é...não sei. Não sei que dizer, é melhor não comentar!

7:01 da tarde  
Blogger JTF said...

Vou-me chibar à mãe que andas a ouvir as conversas dos outros! Não foi isso que te ensinaram em casa, jovem ttf! Tss, tss, tss...

(sim... 3 tss...)

12:06 da tarde  
Blogger Tubarão said...

Este post está muito bom. Gostava de contribuir para a felicidade do senhor que discorria na praia sobre "Como se Proteger em Caso de Explosão Nuclear: Guia Rápido" e dar-lhe outra dica, que ouvi de um amigo meu no dia em que entrámos num avião para uma viagem de finalistas. Disse então o iluminado: "Espero que o meu lugar não seja ao pé da asa. É que é nas asas que vai o combustível, e se houver uma explosão esses são os lugares mais perigosos". Ora, a dita criatura previa então que o avião explodisse mas os lugares lá mais atrás não só escapassem incólumes à explosão mas também à queda livre de 10Km de altitude a 54º negativos e despressurizados... Podia juntar-se ao senhor da praia e escreve o manual "Como Sobreviver se Cair dentro de um Vulcão em Erupção" (coisa que acontece muito... como as explosões de bombas nucleares em Lisboa).

11:36 da manhã  
Blogger TTF said...

Olá Tubarão...como vai tudo contigo? bem disposto? Isso é que se quer!

Mas olha que até podiam pensar num outro livro...já alguém se lembrou de refectir sobre a melhor posição a adoptar para o caso de estar a bordo de um avião onde está prestes a explodir uma bomba nuclear?!!! Não? Porquê? É disparatado, é isso?

12:18 da tarde  
Blogger Sub-Lodo said...

Mas duvidam da bondade da posição do senhor? Mas duvidam que ele terá mais três ou quatro escondidas na manga para os casos de terramoto acima de 7.5 em Richter e vulcão em fúria? Já para não falar nos ataques de manadas de elefantes quando eles passam sábados à tarde no Parque das Nações... Esse homem é um visionário!

2:09 da tarde  

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